Tite, a esperança do hexa
Nunca um treinador da seleção brasileira chegou à Copa com popularidade tão alta. Mas o gaúcho não se empolga: promete desempenho, não o título

Não é exagero dizer que Tite chega ao Mundial da Rússia tão protagonista quanto Neymar na seleção brasileira. O treinador gaúcho que completa 57 anos nesta sexta-feira hesitou em assumir o cargo em 2016, por um motivo que hoje soa risível: o receio de ficar marcado como o primeiro técnico a deixar o Brasil fora de uma Copa do Mundo. Topou o desafio e conseguiu justamente o oposto, a campanha mais avassaladora da história. Em dezenove jogos, entre Eliminatórias e amistosos, somou quinze vitórias, três empates e apenas uma derrota. O prestígio, que já era grande com os vários títulos conquistados pelo Corinthians, se multiplicou e Tite passou a ser visto como sinônimo de competência e lisura em um país abalado por escândalos políticos. O caminho de Adenor Leonardo Bachi, no entanto, teve seus percalços desde os primeiros chutes na bola em Caxias do Sul.
O apelido lhe foi dado,…
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