O cenário administrativo do Botafogo foi abalado na madrugada desta quarta-feira, 13, quando John Textor, proprietário da SAF do clube, utilizou suas redes sociais para fazer acusações e confrontar publicamente Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Alvinegro. Textor alegou a existência de uma ‘pequena facção’ dentro do Clube Social que estaria obstruindo o progresso da instituição.

“As disputas dentro da Eagle afetaram o torcedor do Botafogo por tempo demais. O mesmo vale para a obstrução por parte de uma pequena facção dentro do Clube Social. Agora posso informar um alinhamento de ideias com a Ares para encerrar a disputa, trazer capital para acabar com as punições de transferências e permitir que o OL e o Botafogo sigam caminhos separados. Precisamos da aprovação do Clube Social, a qual pedirei respeitosamente amanhã, e voltaremos a disputar títulos mais uma vez. Vamos, Botafogo”, escreveu o empresário norte-americano em suas redes sociais.

Situação da SAF e dívidas com o Lyon

Em meio às tensões, Textor atualizou o status da Eagle Bidco, cujos direitos políticos no clube foram suspensos pela Justiça do Rio na pultima terça-feira. O empresário anunciou um alinhamento com a Ares Management para resolver disputas, atrair capital e eliminar punições de transferências. O objetivo é permitir que o Olympique Lyonnais e o Botafogo sigam caminhos separados. Um relatório financeiro divulgado aponta que o Lyon cobra uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão do clube brasileiro.

O clube se prepara para uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), na próxima quinta-feira, 14, com segunda convocação prevista para o dia 19. A pauta inclui a deliberação sobre a nomeação de Durcésio Andrade Mello como gestor temporário da SAF. Textor havia sido afastado do comando da SAF por um tribunal arbitral ligado à FGV, sob acusações de má gestão, ausência de aportes financeiros e empréstimos onerosos.