Skate: como um estilo de vida fez a transição para esporte olímpico
Há quem diga que perdeu a originalidade. Tem exagero nessa ideia: paixão é bom, mas publicidade também

O que acontece quando uma atividade esportiva atrelada a um estilo de vida, a um jeito de corpo, ímã de adolescentes, passa a distribuir medalhas em torneios profissionais? Há uma grita generalizada dos praticantes mais apaixonados, que lamentam ter de vestir a camisa de força das regras convencionais, dando adeus à espontaneidade. É o que ocorre, aqui e agora, com o skate — nova modalidade olímpica nos Jogos do ano que vem, em Tóquio, ao lado do surfe, da escalada e do caratê. Convém, contudo, acompanhar com atenção e fascínio as alterações provocadas pela adoção do mainstream. Quem assistiu ao documentário Dogtown and Z-Boys, de 2001, sabe que o skate só se tornou o fenômeno de hoje graças aos nomes que tiveram a capacidade de aliar o amor pelo esporte à exposição dos contratos de publicidade. “É um jogo delicado”, disse a VEJA o catarinense Pedro Barros, oito vezes campeão…
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