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Pedro Barros: ‘O skate é uma arte que ultrapassa barreiras’

Em entrevista a VEJA, o skatista catarinense fala sobre as vantagens (e as dificuldades) de se integrar ao universo do esporte olímpico

Por Alexandre Salvador12 min de leitura
O skatista catarinense Pedro Barros
O skatista catarinense Pedro BarrosFoto Paulo Vitale

No dedo indicador da mão direita, o catarinense Pedro Barros fez questão de gravar com tinta um acrônimo quase impenetrável: RTMF. A sigla remete a suas origens, no esporte e na vida, na comunidade do Rio Tavares, localizada em uma área isolada da ilha de Florianópolis (o MF é uma referência a um palavrão em inglês impublicável). O grupo de famílias que em 1997 escolheu o meio do mato como morada tinha como objetivo viver em função de duas paixões: o surfe e o skate. Nascido nesse meio de cultura, seria impossível não estar sobre a prancha suspensa por rodinhas desde cedo. Por isso, Pedro se considera um skatista há 23 anos – ele completou 24 em março desse ano.

Precoce também foi sua inserção no universo competitivo: aos 15 anos, Pedro venceu sua primeira competição internacional, uma edição dos X Games, espécie de Jogos Olímpicos dos esportes radicais. A…

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