Saudade do que a gente não viveu: a relação torcida-seleção brasileira
Esqueça a corrupção da CBF, a politização da camisa ou a falta de craques; a verdade é que o torcedor do Brasil sempre foi chato, clubista e bairrista

As imagens de euforia dos argentinos que foram ao reformado Monumental de Núñez saudar Lionel Messi e os outros tricampeões, apesar de absolutamente previsíveis, emocionaram os fãs de futebol pelo mundo. Entre os brasileiros, o clima foi de reconhecimento e boas doses de inveja. “Quando foi que perdemos esta identidade com a nossa amada seleção?”, questionaram aos quatro ventos os amigos internautas. Há anos, são repetidos chavões sobre corrupção da CBF, sequestro político da camisa amarela, ausência de ídolos carismáticos, balcão de negócios, etc. Há fatores agravantes, é claro, mas a verdade é que nunca tivemos uma relação saudável com o escrete nacional. Parafraseando o maior craque da atual geração, sentimos saudades do que não vivemos. No país pentacampeão, o clubismo e o bairrismo sempre foram a regra.
Basta dizer que a história da seleção mais vencedora dos Mundiais começa com um racha entre a CBD e a associação paulista,…
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