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Religião e jogos on-line: a nova vida de Mequinho, lenda do xadrez

Aos 68 anos, gaúcho diz estar “99% curado” da doença que o afastou dos tabuleiros no auge de sua fama e se define como um “profeta do Apocalipse”

Por Klaus Richmond e Luiz Felipe Castro7 min de leitura
Henrique Mecking, o Mequinho, hoje e na capa de VEJA de 1973
Henrique Mecking, o Mequinho, hoje e na capa de VEJA de 1973

Poucas coisas podem ter soado tão realistas nos últimos meses como Beth Harmon, personagem enxadrista interpretada pela americana Anya Taylor-Hoy, em O Gambito da Rainha, produção que vem batendo recordes na Netflix. Os olhos fitos dirigidos aos adversários, com o queixo quase sempre apoiado sobre os dedos entrelaçados, confundiu espectadores sobre a existência real ou fictícia da menina americana órfã e ruiva que recolocou o xadrez em evidência.

Harmon é, na verdade, uma obra de ficção, baseada em livro homônimo ao da série, publicado pelo escritor americano Walter Trevis (1928-1984), em 1983, mas tem trajetória que remete facilmente à do gaúcho Henrique da Costa Mecking, mais conhecido como Mequinho, 68 anos, um herói nacional da década de 1970 e primeiro grande mestre internacional já formado pelo país.

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