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Presidente do São Paulo admite que clube banca Carnaval e ingressos da torcida organizada

Leco afirmou que é preciso fazer “algumas concessões” para evitar a fúria dos torcedores, mas negou ser “cúmplice” em casos de violência

Por Da Redação3 min de leitura
Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assumirá o São Paulo a partir da renúncia de Carlos Miguel Aidar
Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assumirá o São Paulo a partir da renúncia de Carlos Miguel Aidar

O presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, admitiu em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo nesta quarta-feira que o clube financia os desfiles de Carnaval das torcidas organizadas e entrega cerca de 1.500 ingressos para as agremiações frequentarem os estádios. Leco, como é conhecido, afirmou que jogadores e dirigentes costumam agradar os torcedores para evitar represálias e cobranças violentas.

“[A relação com as organizadas] é dificílima, mas não chega a ser chantagem. Não nos submetemos a nada. Mas tem de fazer algumas concessões. Não tem como cortar”, disse o presidente. “Isso é pequeno dentro de todo esse universo. Eles prestigiam, eles ajudam. O jogador faz gol e faz o sinal da Independente. Não faz para ser agradável, faz porque tem medo de tomar dura”.

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