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Pelé: “Foi um dia inesquecível”

Comoção no documentário da Netflix e no dia da vacinação

Por Fábio Altman2 min de leitura
Pelé ao receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 -
Pelé ao receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 -EFE/Asesoría de Pele

Nos minutos iniciais do documentário Pelé, em exibição na Netflix, o rei do futebol entra em cena apoiado em um andador. Dá sete passos cautelosos, se aproxima de uma cadeira colocada no centro da cena e arremessa para trás o objeto que usava para dar-lhe apoio com a raiva de quem diz “isso eu não quero mais”. Aos 80 anos, completados em outubro do ano passado, ele nunca se furtou a reconhecer o desconforto físico, resultado de malsucedidas cirurgias nos quadris e do avançar da idade, é claro. São dificuldades que não combinam com quem fez com suas pernas o impossível, em mais de mil gols e na conquista dos títulos mundiais em três Copas pela seleção e dois pelo Santos. Ou, como definiu Carlos Drummond de Andrade: “Fazer mil gols como Pelé não é difícil. Difícil é fazer um gol como Pelé”. É comovente, portanto, vê-lo na maturidade. Somou-se…

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