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A pandemia acentuou o abismo entre os times ricos e os endividados

Fica, portanto, uma dúvida: quantos clubes grandes ainda há no país?

Por Alexandre Senechal4 min de leitura
HEGEMÔNICO - Planejamento: o Flamengo se organizou a partir de 2013 e hoje colhe os frutos, com o bicampeonato do Brasileirão -
HEGEMÔNICO - Planejamento: o Flamengo se organizou a partir de 2013 e hoje colhe os frutos, com o bicampeonato do Brasileirão -

A atípica temporada de 2020 do futebol brasileiro, disputada em plena pandemia, terminou com uma clara conclusão: quem investiu bem foi premiado. Mais uma vez, Flamengo e Palmeiras foram os destaques. O rubro-negro carioca ergueu o bicampeonato do Brasileirão. O alviverde paulista reconquistou a Copa Libertadores, cujo prêmio recorde chegou a 15 milhões de dólares, e ainda pode faturar a Copa do Brasil. Os títulos não foram marcados por campanhas brilhantes — a ausência de torcida nos estádios e as confusões do VAR contribuíram para um cenário de desconfiança. O que fez a diferença foi a força dos elencos renomados e, consequentemente, caros. Flamengo e Palmeiras, portanto, colhem os frutos do bom planejamento, ainda que com estratégias ligeiramente opostas. A história na Gávea começou a mudar em 2013, quando uma nova diretoria assumiu um clube destroçado, sem credibilidade, com uma dívida de quase 800 milhões de reais, e impôs uma…

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