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Para Cafu, falta comprometimento às novas gerações de futebolistas

Em entrevista a VEJA, o capitão do penta identificou a razão, segundo o próprio, para não termos revelado nenhum grande craque desde a aparição de Neymar

Por Da Redação3 min de leitura
Cafu, capitão do Brasil, ergue a Taça da Fifa, após vitória no jogo contra a Alemanha na final do torneio mundial, no Estádio de Yokohama – 30/06/2002
Cafu, capitão do Brasil, ergue a Taça da Fifa, após vitória no jogo contra a Alemanha na final do torneio mundial, no Estádio de Yokohama – 30/06/2002RICARDO CORREA

De tão repetida, a história se tornou praticamente uma lenda do futebol: antes de ser aceito no São Paulo, o ex-lateral Cafu, capitão da seleção brasileira pentacampeã do mundo em 2002, foi rejeitado em nove “peneiras”, o tradicional método adotado pelos clubes para recrutamento de novos talentos. Ele atribui a este senso apurado de resiliência o sucesso em sua longeva carreira. Para o ex-jogador, é justamente a falta de capacidade de ouvir um “não” que atrapalha as novas gerações de futebolistas brasileiros. “Muitos jovens se irritam por levar uma dura ou quando alguém levanta a voz para eles. Sem persistência e sem reconhecer eventuais falhas, não há avanço”, disse Cafu em entrevista publicada na mais recente edição de VEJA.

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