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Opinião: Uma vergonha do tamanho da Conmebol

América de Cali e Atlético-MG foram obrigados a jogar, enquanto cenas de guerra ocorriam no entorno do estádio na Colômbia

Por Alexandre Senechal4 min de leitura
Everson, goleiro do Atlético Mineiro, cobre o rosto já cheio de lágrimas por causa dos efeitos do gás lacrimogêneo. Os protestos fora do estádio Romelio Martínez, em Barranquilla, na Colômbia, afetaram os jogadores em uma das cenas mais vergonhosas da história da Libertadores -
Everson, goleiro do Atlético Mineiro, cobre o rosto já cheio de lágrimas por causa dos efeitos do gás lacrimogêneo. Os protestos fora do estádio Romelio Martínez, em Barranquilla, na Colômbia, afetaram os jogadores em uma das cenas mais vergonhosas da história da Libertadores -EFE

O resultado da partida não interessa. As condições que América de Cali e Atlético Mineiro foram obrigados a enfrentar na noite desta quinta-feira, 13, são passíveis de demissão sumária de todos os responsáveis imediatamente. Enquanto os atletas sofriam dentro de campo por causa do gás lacrimogêneo que vinha do confronto entre manifestantes e policiais fora do estádio, onde estavam os dirigentes da Conmebol? Talvez ingerindo um bom vinho em frente à televisão para mais uma noite de Libertadores.

Os envolvidos sabiam dos riscos de se realizar a partida na Colômbia. O país passa por uma crise desde o início do mês por causa dos protestos motivados pela revolta da população com a reforma tributária no país. Os manifestantes já haviam avisado: “sem paz, sem futebol”. A Conmebol não quis saber. Garantiu a realização do confronto e a segurança do evento. Garantiu? O som das bombas do lado de fora do…

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