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Maratona Palmeiras: os efeitos do calendário no desempenho dos atletas

Nenhum clube no mundo jogou tantas vezes em 2021. A PLACAR, coordenador científico alviverde detalhou estratégias para driblar o cansaço

Por Guilherme Azevedo5 min de leitura
Delegação do Palmeiras durante desembarque, no Aeroporto Internacional de Lima, no Peru -
Delegação do Palmeiras durante desembarque, no Aeroporto Internacional de Lima, no Peru -Cesar Greco

Há anos apontado como um dos vilões do futebol nacional, o calendário tornou-se ainda mais cruel, quase desumano, em tempos de pandemia. Quanto mais um clube avança nas competições, maior será o sofrimento com viagens, noites mal dormidas e a necessidade de vencer partidas sem ter tempo para treinar e acertar o time. Campeão da Libertadores e da Copa do Brasil de 2020 — encerradas apenas neste ano — o Palmeiras sente na pele os efeitos da maratona.

Os jogos adiados e paralisações encurtaram as férias dos atletas e praticamente acabaram com descanso entre uma partida e outra. Apenas em 2021, o clube alviverde já entrou em campo 38 vezes, média de 1 jogo a cada 3,5 dias, fator que interfere de forma significativa no desempenho do time. Como comparação, o Flamengo, seu principal concorrente a títulos, e o Corinthians, seu histórico rival, fizeram, cada um, oito jogos a menos.

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