Opinião: a letra fria da lei e a falta de bom-senso no futebol
A arbitragem, antes de se preocupar com a comemoração do gol, deveria olhar seu próprio desenvolvimento e evitar erros crassos

Como se não bastasse a atrocidade da criação dos jogos com torcida única, medida que já foi reprovada por especialistas no tema, o futebol brasileiro ganhou mais uma aberração: a criação de um fiscal de comemorações de gol. No clássico entre Corinthians e Santos (acompanhado apenas por corintianos, claro), o atacante Janderson foi tomado pela emoção de marcar seu primeiro gol contra um grande rival e foi abraçar seus torcedores que estavam ali, clamando por sua vibração. Ao ver a cena o árbitro da partida, Luiz Flávio de Oliveira, não teve dúvidas e tascou-lhe um cartão amarelo. Como era o segundo, o jovem jogador do Corinthians acabou expulso de campo.
O mantra “a regra é clara”, patenteado por Arnaldo Cezar Coelho em rede nacional, é seguido à risca pelos árbitros brasileiros. Ele não deveria ser algo negativo, mas soa como tal quando a regra regula sobre o que não deveria…
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