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Olimpíada de Tóquio: vão-se os anéis, ficam os dedos

Os japoneses rejeitam o torneio, mas há algo que o faz inadiável: os prejuízos para o Comitê Olímpico Internacional

Por Fábio Altman2 min de leitura
Os anéis olímpicos iluminados ao anoitecer na orla de Odaiba, em Tóquio -
Os anéis olímpicos iluminados ao anoitecer na orla de Odaiba, em Tóquio -AFP

A um mês da cerimônia de abertura da Olimpíada de Tóquio, que seria realizada no ano passado e foi adiada por causa da pandemia, agora, sim, é possível afirmar que ela acontecerá. Vão-se os anéis, mas ficam os dedos, é o que se pode dizer dos Jogos. O Japão tem números de Covid-19 relativamente baixos, comparados ao Brasil e aos Estados Unidos, por exemplo. São 780 000 casos e 14 000 mortes. A vacinação, no entanto, ainda patina. Somente 8% da população foi duplamente vacinada (no Brasil, o índice é de 12%). E, no entanto, atrelados a rígidos controles de testagem, distanciamento social e uso de máscaras, os organizadores locais decidiram autorizar a entrada de pessoas nos ginásios e estádios, limitados a 10 000 e com no máximo 50% da ocupação — estrangeiros foram barrados. As fan zones foram canceladas e convertidas em centros de imunização. Na Vila Olímpica, de…

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