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O legado dos punhos erguidos no pódio da Olimpíada de 1968

A luta de LeBron James e Lewis Hamilton contra o racismo ganha mais nitidez aos olhos de um pioneiro, o velocista Tommie Smith, que mudou a história

Por Luiz Felipe Castro5 min de leitura
ETERNO - O punho cerrado em 1968 (no centro) e agora: o reconhecimento depois de cinco décadas –
ETERNO - O punho cerrado em 1968 (no centro) e agora: o reconhecimento depois de cinco décadas –

O ano de 2020 será conhecido, no futuro, pela dramática eclosão do novo coronavírus, mas também pela saudável pandemia de protestos de grandes nomes do esporte contra a violência imposta aos negros pelas autoridades brancas. A onda nasceu depois da morte de George Floyd, nos Estados Unidos, asfixiado pelo joelho de um policial branco, em maio. No domingo 11 de outubro, ao levar o Los Angeles Lakers ao seu 17º título da NBA, e ao quarto de sua carreira, LeBron James não se ateve às quadras da “bolha” antivírus da Disney, em Orlando: “Somente juntando vozes seremos ouvidos. Temos de continuar lutando contra injustiça social, supressão de votos, brutalidade policial e tudo que é o oposto ao amor”. Naquele mesmo domingo, o piloto britânico Lewis Hamilton igualou o recorde de 91 vitórias de Michael Schumacher, no circuito de Nürburgring, e, uma vez mais, ostentou para o mundo inteiro ver a…

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