O destino do “efeito casa” em jogos sem torcida nos estádios
Com as arquibancadas vazias, sem a natural ajuda do público, já há um fenômeno dentro dos campos e quadras

Há um ruidoso silêncio nas arquibancadas de ginásios e estádios e, até que os torcedores sejam autorizados a acompanhar as partidas, de acordo com os protocolos de saúde, vive-se um momento de profundas transformações. Na experiência ao vivo, sem dúvida, mas também diante da televisão. É esquisito, para dizer o mínimo, ouvir em casa as vozes de jogadores e treinadores em alto e bom som, é estranho acompanhar o ruído de cantos da torcida virtual ou ver aqueles bonecos sorridentes de papelão pousados nos assentos (ideia simpática, emocionante e, no entanto, um tanto melancólica). Depois da pandemia, e com as restrições impostas para a gradual retomada, o esporte ganhou outro rosto — é o que veremos no Campeonato Brasileiro de 2020, o primeiro da história entregue às moscas, com previsão de retorno no domingo 9 de agosto. É o que se vê na “bolha” da NBA, em Orlando, na Disney,…
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