Opinião: ‘Fracasso’ de treinadores estrangeiros é culpa dos clubes
Jesualdo, Dudamel e Inácio foram escolhidos sem critério e Coudet é criticado por não vencer clássicos; os técnicos são os menos responsáveis pelas crises

Um novo treinador chega ao clube com promessa de renovação, revolução e – é claro – títulos. Poucos jogos depois, não serve mais e… rua! Quantas vezes esse roteiro se repetiu no futebol brasileiro? Uma vítima recente foi o português Augusto Inácio, que fez apenas sete partidas antes que o Avaí decretasse sua demissão. O conterrâneo Jesualdo Ferreira, do Santos, e o venezuelano Rafael Dudamel, do Atlético Mineiro, passaram de solução à decepção em 15 e 10 partidas, respectivamente. Será que os três eram realmente os problemas?
O Avaí foi rebaixado no Brasileirão do ano passado com apenas 20 pontos em 38 jogos. O planejamento de 2020 para voltar à elite, portanto, deveria durar para o ano inteiro – afinal, ninguém contrata um profissional esperando demiti-lo em poucos meses. Os sete jogos do português, com derrota para o Brusque na Recopa Catarinense e eliminação na primeira rodada da Copa do…
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