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Neymar é o Ayrton Senna da hora

No papel de Senna e com as costas avariadas, Neymar virou canto poderoso para uma torcida que não sabe cantar

Por Sérgio Xavier3 min de leitura
O tricampeão morreu como símbolo de competência e garra
O tricampeão morreu como símbolo de competência e garra

Que Neymar seria no Mundial a figura mais importante da seleção brasileira, ninguém duvidava. Desde o primeiro jogo, contra a Croácia, ele deixou claro que era de outra natureza, de outro planeta. Marcou o gol de empate em jogada-solo. Desempatou no segundo tempo, criou as melhores chances na segunda partida, contra o México; foi de novo o melhor no último jogo, contra Camarões. Personagem principal da primeira fase. Vieram as oitavas, e ele tomou uma bordoada incapacitante nos primeiros minutos de jogo. Desafiou a dor e conseguiu ainda ser o destaque no primeiro tempo contra o Chile. No intervalo, a musculatura esfriou, e Neymar virou zumbi. Mesmo assim, teve perna para bater o último pênalti e decidir a favor do Brasil.

O jogador se despedia da Copa aí para dar lugar ao mito. Contra a Colômbia, Neymar esteve irreconhecível, errou passes fáceis que não costuma errar nem de olhos fechados.…

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