Mário Sérgio, o craque das sombras
De uma forma ou de outra, Mário Sérgio passou a vida evitando o protagonismo. Nem quando morreu brilhou como merecia
Nem no dia de sua morte Mário Sérgio Pontes de Paiva teve o destaque que merecia. Em vez das manchetes, pé de página. Mário Sérgio partiu em 28 de novembro com outras 70 pessoas no maior desastre do futebol mundial e na maior tragédia do jornalismo brasileiro. A queda do voo da Chapecoense desviou o foco dos personagens, minimizou os dramas individuais. Afinal, um clube inteiro que disputava a primeira final internacional estava se desintegrando. Mário merecia mais páginas com suas histórias, generosos espaços nos programas esportivos com seus lances. Não houve isso.
De certa forma, foi assim em sua vida. Ele tinha bola, inteligência e postura para estar entre os gigantes do futebol. Só que não. Foi grande, não gigante, como deveria. Apenas seis jogos pela seleção brasileira. Nenhuma Copa do Mundo nas costas. Como assim? Mário começou no futsal, a bolinha pequena grudava em seu pé esquerdo. Quando…
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