O Conselho Deliberativo do São Paulo decidiu pela expulsão de Douglas Schwartzmann e Mara Casares do quadro associativo e do próprio conselho do clube. A votação, encerrada na tarde desta quinta-feira, 9, teve ampla maioria: 223 votos favoráveis à saída de Mara e 217 pela exclusão de Schwartzmann, entre os 253 conselheiros.
A decisão decorre de investigação interna sobre um esquema de exploração clandestina de um camarote no Morumbis, durante shows realizados no estádio. O caso veio a público em dezembro e, a partir daí, passou a ser analisado pela Comissão de Ética do clube.
O relatório, assinado por cinco membros — Luiz Augusto Lia Braga, Antônio Maria Patiño Zorz, José Edgard Galvão Machado, Marcelo Felipe Nelli Soares e Milton Jose Neves Junior — concluiu pela eliminação dos dois ex-diretores, apontando infrações ao estatuto e ao regimento interno do São Paulo.
O episódio central envolve o uso irregular do camarote 3A, localizado no setor leste do estádio e identificado internamente como “sala presidência”. O espaço, que fica em frente ao escritório do presidente Julio Casares, é destinado a reuniões institucionais, mas teria sido explorado comercialmente durante o show de Shakira, em fevereiro do ano passado.
A punição aplicada é a mais grave prevista no Artigo 34 do Estatuto Social. O dispositivo estabelece uma gradação que vai de advertência à expulsão, conforme a natureza da infração. Já o regimento interno prevê sanções específicas para condutas que causem dano à imagem do clube, com agravantes para dirigentes.









