Enfim, me rendi ao VAR
Até colocar o fone e pilotar a máquina num curso com apitadores profissionais, confesso que torcia, intimamente, pelo fracasso da tecnologia no futebol

Vou confessar algo que não costumava dizer, nem entre os amigos mais próximos: eu não gostava do VAR. Não que o detestasse, mas, no fundo, torcia por seu fracasso. Ria por dentro a cada trapalhada na sala de vídeo, seja numa final da Copa do Mundo ou em algum jogo irrelevante de liga europeia, e ia logo conferir o que os adoradores da tecnologia no futebol tinham a dizer sobre os erros graves com o auxílio das câmeras – como, por exemplo, o pênalti “fantasma” em Casemiro, do Real Madrid, neste domingo, 24. E sei que muitos amantes da bola, colegas e até ex-árbitros compartilham este sentimento enrustido, ainda que contrarie qualquer conceito lógico e racional. Afinal, como é possível alguém se opor a algo claramente benéfico? No meu caso, pelo mesmo motivo pelo qual relutei em abandonar o Orkut, a locadora de filmes, o celular com jogo da cobrinha…
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