Nesta quinta-feira, 2, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A inclusão dessa comunidade tem se tornado cada vez mais presente nos estádios brasileiros. Devido ao alto nível de ruído das torcidas, pessoas diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem enfrentar desconforto nos ambientes do principal esporte do país. Diante disso, diversos clubes têm investido em salas sensoriais e iniciativas específicas para que esse público consiga acompanhar as partidas com mais bem-estar.

O Allianz Parque, casa do Palmeiras, conta com uma sala sensorial para atender pessoas neurodivergentes em momentos de desregulação. O local apresenta isolamento acústico, kit sensorial com abafador de ruído e óculos escuros. O atendimento é realizado no setor 117 da arena, no andar térreo, lugar estratégico com fácil acesso para todos os visitantes do lugar.

A sala sensorial oferece controle de estímulos, com luz, som e tato adequados para a comunidade autista. Equipamentos adaptados para as pessoas neurodivergentes, como parede de escalar, balanços, piscina de bolinhas, puffs, coletes e almofadas, também estão presentes no local. O principal objetivo do espaço é dar o conforto necessário para atender os visitantes e fazer com que os fãs retornem para acompanhar o espetáculo o quanto antes.

O novo espaço oferece proximidade aos ambulatórios do andar térreo, além de acesso rápido, sem necessidade de uso do elevador. Com, no mínimo, três terapeutas especializados em dias de jogos e shows, a sala sensorial tem o objetivo de acolher as pessoas neurodivergentes em momentos de crise. Após o atendimento, os fãs são direcionados a voltar aos seus respectivos setores da arena para acompanhar o evento de maneira integral.

O Cuiabá, em parceria com o governo mato-grossense, realiza constantemente ações na Arena Pantanal voltadas à comunidade. Na estreia do clube na Série B contra o Sport, pessoas com TEA puderam se inscrever para o sorteio de vagas do chamado “Camarote dos Autistas”, um espaço com estrutura voltada à redução de estímulos sensoriais e maior conforto durante a partida.

No interior de Minas Gerais, o Inter de Minas fundou um projeto social que atende atualmente cerca de 500 crianças e adolescentes e também conta com atletas autistas integrados às suas atividades, reforçando o compromisso com a diversidade. O clube dispõe aulas de futebol para os jovens. Em parceria com o Flamengo, o Inter de Minas amplia suas oportunidades de formação e desenvolvimento, mantendo um modelo que prioriza não apenas o rendimento esportivo, mas também o crescimento humano e social dos jovens, em um ambiente que valoriza o respeito às diferenças e o acolhimento.