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A maldição do segundo jogo

Empate da seleção brasileira e vitória apertada da Holanda sobre a Austrália provam: como é complicado estrear bem e repetir a dose na segunda partida

Por Sérgio Xavier3 min de leitura
Tim Cahill comemora golaço: Austrália fez jogo duro contra a Holanda, sensação da 1ª rodada
Tim Cahill comemora golaço: Austrália fez jogo duro contra a Holanda, sensação da 1ª rodadaREUTERS

Quem é segundo sabe. Para o primeiro, tudo. Todos os mimos, cuidados. O primogênito tem mamadeira esterilizada diariamente. Com o segundo, o biscoito cai no chão, a mãe espana a poeira e vamos de novo. O primeiro tem carrinho de bebê com suspensão inteligente e rodas de liga leve. O segundo encara o carrinho usado e enferrujado do vizinho.

A Copa do Mundo também tem sua espécie de maldição, a “maldição do segundo jogo”. Como é complicado estrear bem e repetir a dose na segunda partida! O Brasil nem fez uma partida exuberante contra a Croácia, mas o resultado empolgou os que não se ligam muito em detalhes, até porque viram o jogo animados por umas e outras. Um 3 a 1 com dois belos gols (o primeiro de Neymar e o de Oscar) sempre empolga mesmo. Mas aí Ochoa e o México estragaram tudo.

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