A Costa Rica não nasceu ontem
Em sua quarta Copa do Mundo, a seleção da América Central mostra enfim a organização tática que lhe faltava, sem ter perdido a técnica, o apetite e a alegria

“Na Copa da Coreia e do Japão, a Costa Rica já mostrava um talento inegável para jogar bola”
Esta Copa do Mundo vem tornando tão rotineiros os jogaços, muitas vezes com gols aos baldes, que os torcedores muito jovens, chegando agora, podem achar que isso é normal. Meninos, eu vi: não é normal, ou melhor, fazia tempo que não era. Os mesmos números do jogo entre França e Suíça em Salvador, por exemplo, pareceram uma divertida anomalia quando apareceram estampados no placar de Brasil x Costa Rica, jogo da primeira fase da Copa de 2002. Um 5 a 2 que, pela volúpia ofensiva dos dois lados, poderia tranquilamente fazer parte do Mundial de 2014. “Parece Brasil x Brasil”, brincou um jornalista inglês na época.
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