Wrexham e Chelsea se enfrentam neste sábado, 7, às 14h45 (de Brasilília), no Racecourse Ground, em Wrexham, no País de Gales, pelas oitavas de final da FA Cup. O confronto coloca frente a frente dois clubes com posições muito distintas dentro da economia do futebol inglês.

O Chelsea disputa a Premier League, com orçamento de centenas de milhões de libras e presença frequente em competições europeias. O time galês, por sua vez, passou a maior parte da última década fora do sistema profissional e tenta dar o salto entre divisões, ocupando atualmente a segunda – chamada de Championship.

A curiosidade em torno do jogo, portanto, não é apenas esportiva. O Wrexham se tornou nos últimos anos um caso curioso de reorganização no futebol britânico. Isso, pois, se trata de um clube tradicional que entrou em colapso financeiro, foi administrado por torcedores e acabou adquirido por dois atores de Hollywood.

Um clube antigo

Fundado em 1864 na cidade de pouco mais de 60.000 habitantes que o batiza, o Wrexham é o clube mais antigo do futebol galês ainda em atividade. Disputa o sistema inglês desde 1921, assim como os recentemente mais conhecidos Cardiff City e Swansea City.

Durante o século XX, a posição do clube foi relativamente estável dentro do futebol inglês. Alternou campanhas entre terceira e quarta divisões e manteve presença frequente em competições nacionais.

O ponto mais lembrado dessa fase ocorreu em 1992, quando o Wrexham eliminou o Arsenal da FA Cup. Mais de 30 anos depois, sonha em eliminar um outro londrino.

A crise dos anos 2000

A situação do clube, porém, mudou radicalmente no início dos anos 2000. Em 2002, a instituição foi adquirida  pelo empresário imobiliário Alex Hamilton. O principal ativo da operação não era o futebol, mas o terreno do estádio.

Hamilton separou juridicamente o Racecourse Ground do clube e transferiu o controle do terreno para outra empresa. Assim, o Wrexham passou a pagar aluguel para jogar no próprio estádio.