O ex-goleiro espanhol Iker Casillas, ídolo do Real Madrid e da seleção da Espanha, está processando o clube português FC Porto e a seguradora Fidelidade. Ele exige uma indenização de 3,7 milhões de euros devido a uma incapacidade para o trabalho, decorrente de um enfarte agudo do miocárdio sofrido em maio de 2019, durante um treino no centro de treinamento do Olival.

Depoimento de Casillas e Sequência do Incidente

Durante seu testemunho no Palácio da Justiça do Porto, Casillas descreveu as sequelas do incidente. Ele afirmou que, após o enfarte, não consegue correr mais de 20 a 50 metros e que sua vida foi profundamente afetada. O ex-goleiro relembrou o dia do ocorrido como um dia normal, que começou com a rotina de deixar os filhos na escola e seguir para o treino no Olival. Por volta das 11h, durante a atividade física, sentiu uma forte pressão no peito, o que o impediu de continuar treinando.

O processo judicial foi iniciado em outubro de 2021. Casillas busca uma compensação financeira pelos impactos que o problema cardíaco teve em sua carreira, alegando incapacidade permanente. Na época do enfarte, em maio de 2019, ele tinha 37 anos e ainda possuía um ano de contrato com o FC Porto. Contudo, a seguradora Fidelidade e o FC Porto contestam a existência de uma relação direta entre o esforço físico realizado durante o treino e o enfarte.

Valores da Indenização e Pagamentos Anteriores

A indenização de 3,7 milhões de euros é o valor que Casillas reivindica por incapacidade para o trabalho. Este montante equivale a aproximadamente R$ 22,1 milhões, com base na cotação do euro a R$ 5,98 em 10 de junho de 2026. Anteriormente, a Fidelidade já havia pago 1,5 milhão de euros a Casillas, o valor máximo anual para acidentes de trabalho. Além disso, o FC Porto suportou mais de um milhão de euros em salários durante o ano em que o jogador esteve inativo, até o término de sua carreira em 2020.