A Justiça da Argentina iniciou nesta terça-feira, 14 , um novo julgamento para apurar as circunstâncias da morte de Diego Maradona. O processo no tribunal de San Isidro busca determinar se houve “homicídio simples com dolo eventual” por parte da equipe médica que atendia o ídolo.

Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, após um ataque cardíaco enquanto se recuperava de uma cirúrgia no cérebro para remover um coágulo sanguíneo. Um julgamento anterior já havia ocorrido, mas o processo havia sido anulado porque uma das juízas renunciou após irregularidades judiciais.

Quais são as acusações contra a equipe médica?

A acusação sustenta que o tratamento oferecido ao ex-capitão da seleção argentina foi “deficiente” e “temerário”. Segundo os promotores, os oito profissionais de saúde envolvidos ignoraram sinais de que o paciente corria risco de morte durante sua internação domiciliar em Tigre.

Quem são os principais profissionais indiciados?

  • Leopoldo Luque: Neurocirurgião e médico pessoal de Maradona, apontado como o principal coordenador dos cuidados médicos.
  • Agustina Cosachov: Psiquiatra responsável pela prescrição de medicamentos e pelo acompanhamento da saúde mental.
  • Carlos Díaz: Psicólogo que integrava o corpo técnico de assistência durante o período de recuperação pós-cirúrgica.

Quais as possíveis penas para os envolvidos?

As audiências devem contar com o depoimento de cerca de 200 testemunhas ao longo dos próximos meses. Caso sejam considerados culpados por homicídio com dolo eventual, os réus podem enfrentar penas que variam de 8 a 25 anos de prisão.