Ainda dá tempo de convencer

A seleção de Camarões é uma velha freguesa e, embora seu técnico e alguns jogadores tenham afirmado o contrário, provavelmente jogará desmotivada pela eliminação. Ninguém duvida de seu desejo de atrapalhar os donos da casa antes de pegar o voo de volta: seria o equivalente àquele golzinho de honra marcado quando a derrota por goleada é irreversível. Contudo, até os Freuds do barzinho da esquina sabem que esse estímulo simbólico é mais frágil que o da disputa real – costuma bastar uma desvantagem no placar para que evapore sem deixar vestígios. O acaso jogou a nosso favor. Camarões é um adversário sob medida para que a equipe brasileira tenha enfim sua primeira atuação convincente nesta Copa, antes de começar o massacre das rodadas eliminatórias.
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