A Copa Sul-Americana vem ganhando cada vez mais importância e chamando a atenção pela competitividade entre os clubes. A edição de 2026 chega valorizada pelo número de times tradicionais e muito vitoriosos na América do Sul.

Os confrontos desta fase são Boca Juniors x São Paulo, Atlético-MG x Santos, Montevideo City Torque x Cienciano e Vasco x Independiente Santa Fé. Os Xeneizes têm seis títulos da Copa Libertaodes, enquanto o Tricolor e o Peixe têm três e o Vasco conquistou um.

“A Sul-Americana é muito importante para o Santos na temporada e reposiciona o clube em uma competição internacional. Além da importância esportiva, o torneio também tem impacto financeiro, tanto pelas premiações obtidas a cada fase quanto pelas possibilidades de geração de novas receitas e oportunidades comerciais, contribuindo também para a internacionalização da nossa marca”, afirma o presidente Marcelo Teixeira.

O ‘intruso’ do City

Se não bastasse isso, a atual fase ainda conta com um intruso “europeu”. Fundado recentemente, em 2007, o Montevideo City Torque pertence ao City Football Group, o mesmo conglomerado internacional que administra o Manchester City, Bahia e outros clubes pelo mundo.

O clube foi adquirido em 2017, quando ainda figurava na segunda divisão do país. Em 2020, passou por um processo de rebranding que alterou o nome, as as cores e o escudo para o padrão global da franquia.

Logo após a aquisição, o clube conquistou o acesso à elite uruguaia e, apesar de ter enfrentado um rebaixamento, virou uma nova força. Sob a gestão do City Football Group, inaugurou um moderno centro de treinamentos nos arredores de Montevidéu e alcançou competições internacionais.

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Premiação maior

Além do título, a Sul-Americana também é uma oportunidade para de encher os cofres com novas receitas. A competição deste ano vai ter premiação recorde, com o campeão recebendo 10 milhões de dólares (R$ 52,2 milhões), e mais de U$ 16 milhões (R$ 83,2 milhões) considerando todas as fases até o título. O vencedor vai embolsar cerca de 26 milhõs de dólares (R$ 135,4 milhões).

“O aumento das premiações nas principais competições da América do Sul, como a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana, representa um grande passo para o desenvolvimento do futebol no continente. Com o crescimento das receitas, os clubes passam a ter mais condições de investir em profissionalização e na adoção de boas práticas de governança.”, destaca Moisés Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças no futebol.

Para parceiros da Conmebol, como a Absolut Sport, que é a agência de experiências esportivas oficial da entidade desde 2022, o fato de clubes tradicionais disputarem a competição a tornam tão atraente quanto a Copa Libertadores. “Esse nível mais alto eleva o interesse do torcedor e torna o torneio ainda mais competitivo. Percebemos um crescimento na procura de brasileiros interessados em viver a competição de perto, especialmente nas fases decisivas”, afirma Joaquim Lo Prete, general manager da agência no Brasil.

A experiência dos torcedores nos estádios também é um dos diferenciais para garantir bons resultados fora de campo. É o que explica Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply, empresa brasileira responsável pela implementação de soluções tecnológicas em estádios como São Januário.

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“A tecnologia virou um elemento essencial na gestão das arenas esportivas. Atuamos com modernas soluções para gerenciar o acesso do público no Atanásio Girardot e, no São Januário, controlamos os acessos por meio do reconhecimento facial. São tecnologias que impulsionam as experiências do público, podendo impulsionar a rapidez do acesso, a comodidade e até mesmo a segurança nos estádios”, afirma Paz Ortiz.

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