Vitor Roque não aparenta ter apenas 21 anos. O atacante mineiro superou a frustração europeia e a pressão inicial no Palmeiras para rapidamente se tornar um ídolo alviverde. A maturidade de quem tira os adversários do sério sem jamais perder o sorriso é resultado de muitas sessões de terapia.

Em entrevista exclusiva à PLACAR para o Guia da Libertadores de 2026, o Tigrinho do Verdão exaltou o trabalho de Gisele Silva, psicóloga do Palmeiras, que o ajudou a superar um início conturbado e a lidar com a provocação dos rivais.

“Cheguei com o peso da camisa 9 de um time que há muito tempo não tinha um centroavante de área fixo. Eu era muito jovem, e cheguei como a contratação mais cara do futebol brasileiro. Eu me colocava muita pressão: “Tenho que fazer e acontecer”. Ela me dizia: “Você não tem culpa de terem pagado tantos milhões por você, tem que desfrutar”. Naqueles 12 jogos de jejum, eu via comentários, depois desliguei de tudo por orientação dela”, contou Roque.

Vitor Roque comemora gol contra o Atlético-MG - Fabio Menotti/Palmeiras

Vitor Roque comemora gol contra o Atlético-MG – Fabio Menotti/Palmeiras

À PLACAR, Vitor Roque contou que usa o sorriso de deboche como um jogo mental para desestabilizar os adversários. Recuperado de uma lesão no tornozelo, o camisa 9 deve retornar ao time neste domingo, no clássico contra o Corinthians, pelo Brasileirão, em Itaquera.

Confira, abaixo, um trecho da entrevista, que está disponível na íntegra na revista e em nosso canal no YouTube:

Uma marca sua é a de não perder a cabeça com os adversários, é comum vê-lo encarando os rivais e rindo. Isso é natural seu ou foi algo desenvolvido? É um trabalho feito com a psicóloga. O futebol é um jogo mental, então eu preciso desestabilizar o meu adversário para me sobressair. É uma maneira de me manter tranquilo. Automaticamente, a maioria [dos adversários] fica nervosa, acha que pode ser um deboche, mas é algo meu para manter a cabeça focada no jogo. Recentemente, nos embates que tive com o jogador do Botafogo, eu estava sempre rindo. É uma forma de não perder a cabeça.