A partida entre Independiente Medellín e Flamengo foi suspensa aos três minutos de jogo, nesta quinta-feira, 7, no estádio Atanasio Girardot, após invasão e atos de vandalismo da torcida colombiana. Bombas, sinalizadores e objetos foram arremessados no gramado, o que levou a arbitragem a interromper o confronto. A Conmebol cancelou temporiaramente o duelo.
O clima já era hostil antes do início da partida. O Medellín entrou em campo sob vaias, enquanto integrantes de organizadas apareceram vestidos de preto e com os rostos cobertos. Assim que a bola rolou, torcedores começaram a lançar objetos perto do goleiro Rossi e também na direção da imprensa.
Jogadores e arbitragem deixaram o campo. Grades instaladas ao redor do gramado foram retiradas pelos próprios torcedores. Mesmo após a paralisação, a confusão continuou em parte das arquibancadas, com novos arremessos, sinalizadores e pequenos focos de incêndio.
A polícia demorou a agir e inicialmente apenas observou os tumultos. Depois, agentes subiram para as arquibancadas. Antes disso, torcedores chegaram a lançar pedras e placas metálicas contra os policiais.
Por que a torcida do Medellín protesta?
A revolta da torcida acontece em meio à crise do Independiente Medellín. O clube foi eliminado do Campeonato Colombiano após derrota em casa para o Rionegro Águilas. Depois da partida, o principal acionista da equipe, Raúl Giraldo, respondeu às vaias da torcida com gestos interpretados como provocação.
A reação aumentou a pressão sobre a diretoria. Giraldo pediu desculpas em vídeo e renunciou ao cargo dias depois, embora siga como proprietário do clube, segundo a imprensa colombiana.
O Flamengo tem voo marcado para Porto Alegre após a partida e enfrenta o Grêmio no domingo, 10, pelo Campeonato Brasileiro.








