O técnico Fernando Diniz detalhou sua estratégia de preservação de elenco no Corinthians após a vitória por 2 a 0 sobre o Santa Fe, pela Copa Libertadores. O treinador defende que a decisão de poupar atletas deve considerar fatores psicológicos que transcendem os dados fisiológicos tradicionais.
Fatores mentais superam dados biológicos na escalação
Diniz manteve a mesma formação inicial em seus três primeiros jogos no comando do clube. O comandante justificou a repetição ao afirmar que o “jogador não é só osso e músculo”, destacando elementos como coragem e entusiasmo. Para o técnico, o aspecto anímico é um aspecto importante.
“Tenho um tipo de pensamento em relação a isso diferente da maioria. Respeito os dados fisiológicos, mas o jogador não é só um monte de osso e músculo. Tem outras coisas que são até mais importantes”, disse.
Embora dizendo respeitar relatórios do departamento médico, o treinador enfatizou que o futebol é precisa sentir o lado pessoal: “Lesão e baixo rendimento têm o componente biológico, mas tem outras questões que não são contáveis: medo, coragem. Isso é o que mais me interessa. Para mim, tem a parte que mede e a parte que sente. O futebol e a vida são de sentir. Não desprezo a biologia e a ciência, mas me baseio em outras coisas para tomar as decisões.”
Desfalques confirmados para o duelo contra o Vitória
Apesar da filosofia de manutenção da base titular, o Corinthians terá mudanças obrigatórias na próxima rodada do Campeonato Brasileiro. Para o jogo contra o Vitória, neste sábado, 18, o lateral-direito Matheuzinho e o volante André estão fora por suspensão.
No departamento médico, Memphis Depay e Gui Negão continuam em tratamento de lesões musculares e não têm retorno confirmado.









