Em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã, o presidente americano Donald Trump deu uma declaração contraditória em relação à participação da seleção iraniana na Copa do Mundo de 2026 que será disputada na América do Norte daqui a três meses.
Em postagem nas redes sociais nesta quinta-feira, 12, Trump reiterou o que já havia dito ao presidente da Fifa, Gianni Infantino: que o Irã é bem-vindo na competição. No entanto, na mesma mensagem, desencorajou a equipe a disputar a competição em solo americano.
“A Seleção Iraniana de Futebol é bem-vinda à Copa do Mundo, mas, sinceramente, não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, para sua própria vida e segurança. Agradeço a atenção dispensada a este assunto!”, escreveu o homem eleito com o primeiro Prêmio da Paz da Fifa.
Um dia antes, o ministro dos Esportes iraniano disse que a sua seleção não irá ao Mundial. Em entrevista à TV local, noticiada por meios com a DPA, Ahmad Donyamali disse não haver condições de o Irã disputar o Mundial em solo americano em meio à guerra entre os países. Ele citou o assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que deu início ao novo conflito em 28 de fevereiro.
“Desde que este governo corrupto assassinou nosso líder, não temos condições de participar da Copa do Mundo”, disse Donyamali. “Em vista das medidas maliciosas tomadas contra o Irã, duas guerras nos foram impostas em um intervalo de oito ou nove meses, e milhares de nossos cidadãos foram mortos. Portanto, não temos, de forma alguma, a possibilidade de participar disso.”
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, já havia insinuado um boicote. A decisão ainda não foi oficializada pela federação local, nem pela Fifa, que se posicionou no sentido oposto horas antes.
Em publicação na madrugada desta quarta-feira, 11, o Infantino disse ter conversado com Trump, com quem mantém ligações de amizade e a quem entregou um inédito Prêmio da Paz da Fifa, sobre os conflitos no Oriente Médio e seus efeitos no Mundial.







