O site inglês Footy Headlines, especializado em vazamento de imagens de camisas de futebol, revelou nesta terça-feira, 11, que o uniforme reserva da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 foi originalmente inspirado em brasas incandescentes, conceito que justificava o uso de tons avermelhados no design inicial.
No entanto, após uma reação negativa dos torcedores, a paleta de cores foi alterada, ainda que o padrão visual das brasas tenha sido mantido, já que não houve tempo hábil para desenvolver um novo conceito do zero.
No resultado final, o uniforme adotou cores mais tradicionais da identidade brasileira, substituindo o vermelho por tons de azul, com destaque para o azul royal vibrante combinado ao preto (que em algumas imagens pode parecer azul marinho).
A Jordan, responsável pela produção do uniforme, adicionou um gráfico arrojado e irregular na parte frontal, composto por vários tons de azul, criando um efeito dinâmico e quase abstrato. Finas listras verticais dão profundidade e movimento ao design.
Os detalhes e o logotipo da Jordan aparecem em amarelo vibrante, criando um contraste marcante e reforçando a essência da seleção. Painéis turquesa nas laterais complementam o visual, conferindo energia e modernidade.
Na parte interna da gola, um toque de identidade nacional: a inscrição “Vai Brasa!”, em azul, finaliza o conjunto com uma mensagem de apoio e orgulho.
A polêmica da camisa vermelha
A camisa azul da seleção causou grande controvérsia ao longo do ano pois, por pouco, não foi substituído por um modelo vermelho, que já estava aprovado pela Nike e pela Jordan, sua linha de calçados de basquete, que já estampa o uniforme do PSG.
A decisão de vetar a camisa surgiu de uma reação muito negativa do público. Muitos torcedores ligaram a cor a questões políticas (o vermelho representaria a esquerda brasileira em pleno ano de eleição presidencial), enquanto outros afirmaram que o vermelho foge das tradições da seleção.
De acordo com o portal Footy Headlines, a Nike já havia produzido milhares de unidades antes do anúncio do cancelamento.

Footy Headlines diz que Nike vai lançar camisa vermelha – Reprodução
Em junho, o novo presidente da CBF, Samir Xaud, confirmou que o Brasil seguiria com o tradicional azul como segunda opção, algo que a gestão anterior também já afirmava publicamente.
“Foi um assunto delicado. Vou fazer até um parêntese. Muita gente levou para o lado político. Eu levei para o lado do Brasil, das cores da bandeira do Brasil. Azul, amarelo, verde e branco são cores das nossas bandeiras e são as cores que têm que ser seguidas”, afirmou Xaud, em entrevista ao SporTV.
“Eu fui contra a camisa vermelha, não por questão política. Realmente estava em produção. Fiz uma reunião urgente com a Nike, pedi que parasse a produção. Eu particularmente não gostei”, analisou.
“A Nike entendeu o motivo. Começaram em seguida a produção da nova camisa. Posso falar que está muito bonita. Essas discussões políticas não podem entrar em campo ou interferir na seleção brasileira. Antes dessa questão política, da camisa vermelha, todos vestiam amarelo. Temos que resgatar o torcedor pelo futebol, não pela política”, finalizou.









