Neste sábado (9), a Federação Iraniana de Futebol confirmou participação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026. A decisão, no entanto, vem acompanhada de um conjunto de condições impostas aos países anfitriões do torneio: Estados Unidos, México e Canadá. As exigências refletem as crescentes tensões políticas e um cenário de conflito na região, que têm gerado incertezas sobre a presença iraniana no Mundial.
Condições e contexto diplomático
Entre as cerca de 10 condições apresentadas, destacam-se a garantia de emissão de vistos para todos os membros da delegação, incluindo jogadores e integrantes da comissão técnica que serviram na Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A IRGC é classificada como organização terrorista pelo Canadá desde 2024 e também pelos Estados Unidos. A federação iraniana também exige segurança reforçada em aeroportos, hotéis e nos trajetos para os estádios, além de respeito aos símbolos nacionais iranianos, como a bandeira e o hino.
A tensão diplomática foi evidenciada no mês passado, quando Mehdi Taj, presidente da Federação Iraniana de Futebol, foi impedido de entrar no Canadá para o Congresso da Fifa devido as supostas ligações com o IRGC. O conflito regional, iniciado em fevereiro após ataques dos Estados Unidos e de Israel, intensificou as discussões sobre a participação do Irã. Apesar das preocupações, o presidente da entidade, Gianni Infantino, reiterou que o Irã tem o direito de competir, uma vez que se classificou por mérito.
Agenda da seleção na fase de grupos
O Irã, que se classificou para a quarta Copa do Mundo consecutiva, já tem sua agenda de jogos definida para a fase de grupos. A seleção está programada para estrear contra a Nova Zelândia em 15 de junho, em Los Angeles. Posteriormente, enfrentará a Bélgica em 21 de junho, também em Los Angeles, e encerrará sua participação na fase inicial contra o Egito em 27 de junho, em Seattle.










