A expectativa em torno de quem será o principal nome da seleção brasileira na busca pelo hexacampeonato não empolga Endrick. Em entrevista exclusiva à PLACAR de maio, o atacante do Lyon revelou que ainda não se vê garantido entre os 26 nomes que serão anunciados pelo técnico Carlo Ancelotti no próximo dia 18 e uma convicção incomum: não acredita em protagonismo individual na busca pelo título da Copa do Mundo.
“Tem duas vagas entre os 26 jogadores e eu estou lutando por uma delas. Não só eu, como Igor Thiago, o João Pedro, o Richarlison e vários outros atacantes que atuam no Brasil. Vou seguir lutando até o final, fazendo o que for preciso para estar lá”, iniciou dizendo.
“Essa coisa de ser ‘o cara do hexa’ não pode ser vista assim. O bom é a gente formar uma família, formar uma seleção dentro da seleção brasileira para a levarmos não só os jogadores, como toda a nação para dentro. Não pode ficar somente nas costas do Vini [Junior], que é um grande jogador. Acho que se nos unirmos junto com a torcida, será a melhor coisa, um jogador a mais para todos os atletas e para a seleção brasileira. Então, seja quem for ‘o cara do hexa’, não será só um cara ou uma pessoa, mas um grupo, uma família”, completou.
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Endrick se aproximou de uma vaga para o Mundial após a boa atuação nos 14 minutos em que entrou diante da Croácia, na última Data Fifa. Na ocasião, sofreu o pênalti convertido por Igor Thiago, que colocou o Brasil a frente no placar, e deu uma assistência para o terceiro gol, marcado por Gabriel Martinelli.
Desde sua chegada ao Lyon, o camisa 9 soma oito gols e seis assistências em 19 jogos. O desempenho impulsionou o coro nas redes sociais não apenas por sua convocação, mas para que ele assuma a titularidade na seleção. Mesmo assim, o atacante aponta a necessidade do entendimento do sucesso coletivo acima do individual.
“Eu acho que sempre foi assim: nunca um jogador ganhou um campeonato sozinho. Um jogador, claro, pode ganhar um jogo sozinho, mas nunca um campeonato. Isso é bem claro. Se você jogar sozinho e não fizer as coisas pelo seu time, não vai ganhar. Então, realmente, tem que ser um jogo coletivo, uma família. É claro que alguns terão mais responsabilidade, mas não pode a pressão ser somente em um jogador. Cada um precisa tomar um pouco da responsabilidade para levar o Brasil, levar todo mundo junto e, assim, ganhar a Copa do Mundo. Como falei: não será um só jogador e, jutantamente com os jogadores, toda a nação”, afirmou.
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Capa da edição 1535 de PLACAR, com Endrick em destaque – Reprodução/Placar









