Gennaro Gattuso, técnico da seleção italiana, admitiu publicamente a forte pressão emocional que carrega para classificar o país para a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista coletiva realizada em Bergamo, o treinador destacou a responsabilidade de encerrar um hiato de 12 anos sem participações no torneio. “Sinto um país nas costas”, afirmou.

O cenário decisivo na repescagem europeia

A declaração ocorre às vésperas do confronto contra a Irlanda do Norte, válido pela semifinal da repescagem, nesta quinta-feira, 26 de março de 2026. Caso vença no Gewiss Stadium, a Itália disputará a vaga definitiva no dia 31 de março contra o vencedor do duelo entre País de Gales e Bósnia e Herzegovina. O objetivo central é evitar a terceira ausência consecutiva no Mundial.

“Ainda sou jovem como treinador, mas tenho muito pelo que lutar. Este é o jogo mais importante da minha carreira. Sinto como se tivesse um país nas costas”, disse Gattuso.

O técnico da Itália ainda completou: “Para nós, jogar a Copa do Mundo era um hábito, e não participar das duas últimas edições foi um choque. A responsabilidade não é dos torcedores, e não são eles que precisam mudar a mentalidade. Cabe a nós, que estamos dentro do time, fazer o trabalho”.

O hiato histórico e a missão de Gattuso

Gattuso assumiu o comando técnico em 15 de junho de 2025, substituindo Luciano Spalletti após a equipe terminar na vice-liderança do Grupo I das Eliminatórias. A seleção italiana busca retornar ao palco principal do futebol após ficar de fora das edições de 2018 e 2022. A última participação da Azzurra ocorreu na Copa de 2014, realizada no Brasil, quando foi eliminada ainda na fase de grupos.