A Fifa pode até ter encontrado facilidades no Salão Oval da Casa Branca. Longe de Washington e do presidente Donald Trump, a situação em Nova Jersey com a governadora Mikie Sherrill não é das mais amistosas para o primeiro jogo de Copa do Mundo do MetLife Stadium. O que se vê até a véspera da abertura do estádio é um caos no transporte público.
Brasil e Marrocos se enfrentam neste sábado, a partir das 19 horas (de Brasília), no MetLife Stadium, tecnicamente localizado em East Rutherford, em Nova Jersey, do outro lado do rio Hudson em relação a Nova York.
Uma das cidades mais visitadas no mundo por turistas em geral, Nova York também concentra o maior número de torcedores que querem assistir à Copa. Daí começa o caos no transporte público e a briga de poder para como proporcionar o transporte de algo em torno de 82.500 pessoas se levado em conta a capacidade do estádio.
A passagem de trem de uma região para outro aumentou de regulares US$ 12,90 (R$ 66 aproximadamente) para US$ 80 (R$ 410) ida e volta. No Port Authority Terminal, um dos principais de Nova York, pouco se sabe sobre o valor do ônibus estipulado pela Fifa para os dias das partidas. A reclamação de trabalhadores é constante: “Moro aqui há cinco anos e temo como vai ficar daqui pra frente. Não só na Copa do Mundo. Nunca vi o transporte assim”, disse um deles.
No Instagram, Infantino fez um breve anúncio de US$ 20 (R$ 112)) a ida e volta. Na prática, de novo, pouca gente sabia informar. Uma pequena placa, com um QR Code, ajuda a entender melhor de onde saem os ônibus oficiais. Só há a versão oficial em inglês.
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O governo de Mikie, do partido Democrata, rival do Republicano de Trump, alegou que herdou um acordo combinado entre outra gestão e a Fifa. A região de Nova York/Nova Jersey, nomes inclusive estampados na fachada do estádio, recebe oito jogos da competição — entre eles a final em 19 de julho.
Mikie foi a única a falar em valores, primeiro, em um post nas redes sociais. Ela justificou o aumento do preço com o aumento dos gastos da NJ Transit com a operação como um todo.
“Herdamos um acordo no qual a Fifa não destina um centavo de dólar ao transporte para a Copa do Mundo. Enquanto isso, a NJ Transit fica com uma conta de US$ 48 milhões para transportar os torcedores com segurança. A Fifa fatura US$ 11 bilhões”, disse a governadora.
“Ninguém deve ter permissão para explorar os torcedores de Nova Jersey ou aqueles que vierem ao nosso Estado para ver a Copa do Mundo”, escreveu Mikie, que ainda anunciou um programa de ingressos para trabalhadores de serviços essenciais.
Em outro momento, ela disse que não poderia sobretaxar os moradores do Estado por anos por conta da Fifa. Para Mikie, a entidade que organiza o evento deveria pagar pelas viagens como aconteceu no Catar e na Rússia por exemplo.
Jogos no MetLife Stadium
- 13/6 – Brasil x Marrocos
- 16/6 – França x Senegal
- 22/6 – Noruega x Senegal
- 25/6 – Equador x Alemanha
- 27/6 – Panamá x Inglaterra
- 30/6 – 2ª fase
- 5/7 – Oitavas de final
- 19/7 – Final
Como foi no Mundial de Clubes
A situação ganhou contornos mais dramáticos com a proximidade da Copa do Mundo, mas PLACAR já havia alertado para o problema há um ano. Na disputa do Mundial de Clubes, também organizado pela Fifa, taxistas chegavam a extorquir torcedores.
Os relatos aconteceram inicialmente em Miami, no Hard Rock Stadium, mas o padrão de preço pré-estipulado se repetiu em Nova York, para o MetLife Stadium. Isso sem contar os bloqueios para veículos a mais de um quilômetro do estádio e a demora para conseguir um taxi ou transporte por aplicativo.









