Com a autoridade de pentacampeão mundial pela seleção brasileira, Denílson revelou nesta segunda-feira, 23, um conselho para o técnico Carlo Ancelotti. O ex-jogador, que participou do evento Tour da Taça da Copa do Mundo, em São Paulo, disse o que falta para a equipe.

Denílson foi vice-campeão na França 1998 e campeão na Coreia do Sul e no Japão em 2002. Ao todo, o ex-atacante disputou 12 partidas, tendo entrada ao longo dos 90 minutos em 11 delas, um recorde.

Por isso, Denílson acredita que Ancelotti deve ter um 12º jogador. Alguém que entre ao decorrer das partidas para eventualmente mudar um placar. “Perguntei ao Ancelotti se ele já tinha esse jogador”, disse o hoje comentarista do Sportv.

“Fiquei muito reconhecido na seleção brasileira por ficar no banco de reservas e entrar ao longo das partidas. Isso me incomodou no começo? Sim. Vinha jogando bem, mas na hora da cereja do bolo, que era a Copa do Mundo, ficava no banco de reservas. Entendi que seria importante dentro do momento que iria ter”, começou o jogador.

O ex-jogador lembrou que o time que começa o primeiro jogo, não necessariamente é o que termina a final.  “É importante você se sentir parte desse coletivo. O cara que não é titular hoje pode ser protagonista na Copa do Mundo.”

Comparações 2002 x hoje

Denílson se esquivou das comparações entre as equipes de 2002 e de hoje. Ainda assim, respondeu que Ancelotti trouxe de volta um pouco mais de alegria para os jogadores da seleção.

“Tínhamos jogadores mais envolventes, usavam mais o improviso com a bola nos pés. Hoje, a seleção é mais pragmática, mais robotizada. A chegada do Ancelotti trouxe um pouco mais da irreverência e, acima de tudo, o respeito que tínhamos perdido”, disse.

O Brasil está no Grupo C da Copa do Mundo ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. A estreia acontece em 13 de junho, contra os marroquinos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos EUA. A final do torneio acontece em 19 de julho, no mesmo estádio da abertura para o Brasil.