O atacante Endrick afirmou em entrevista à PLACAR de maio ainda sentir medo de ficar de fora da próxima Copa do Mundo. Apesar de viver grande fase no Lyon, o jogador de 19 anos, que sofreu com lesões no último ano, teme que um novo problema possa afastá-lo do Mundial que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. Ele conta ter ficado abalado pelos pouco mais de cinco meses sem atuar durante o ano de 2025.
“Eu acho que foram dias muito bons, tirando o lado profissional. Profissionalmente, a pior coisa para um jogador é ter uma lesão séria. Uma coisa é uma lesão pequena de duas ou três semanas; outra coisa é uma lesão onde você perde uma temporada inteira e quase metade da outra. Então, realmente, profissionalmente essa lesão me deixou um pouco abalado. Mas na questão pessoal, acho que foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida, porque a gente pôde se transformar melhor em família, construir uma blindagem entre nós e nos fortalecer com Deus. Acho que isso foi a parte mais importante. Eu penso que, se você tem uma base boa fora de campo, as coisas cooperam para você ir bem dentro de campo. Se você tem uma vida equilibrada e trabalha bem fora, tudo você leva para dentro das quatro linhas. E foi isso que eu fiz. Quando pude começar a jogar aqui no Lyon, eu tinha minha base fora de campo e pude fazer gols, assistências e jogar bem para a equipe. Foi o melhor momento para eu estar bem comigo mesmo, blindando nosso relacionamento”, relembrou.
“Tenho [medo de perder a Copa], sempre tem. Infelizmente, tem a questão das lesões e esse é o maior medo que eu tenho. Tanto que, infelizmente, aconteceu com o Rodrygo. O medo a gente sempre vai ter, é horrível esperar por quatro anos e perder [a Copa]. Tem três anos para se machucar, mas logo no quarto? Eu não sei se vou estar lá, porém não estar por conta de uma lesão, e não por não ter sido escolhido, seria difícil. Uma coisa é ser cotado, e você pode ser chamado ou não. Outra coisa é a lesão. Então, o meu maior medo é o da lesão mesmo. Mas, se Deus quiser, nada vai acontecer. Não só comigo, mas com todos os jogadores do Brasil, para que todos possam estar aptos a brigar pela vaga”, disse.
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Companheiro de Rodrygo no Real Madrid, Endrick relatou que fez questão de entrar em contato com o jogador assim que soube da confirmação da lesão que o tirará da Copa. Titular da seleção brasileira, o meia-atacante sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco lateral da perna direita.
Além dele, o técnico Carlo Ancelotti não poderá contar com Éder Militão, que sofreu uma ruptura no tendão proximal do músculo bíceps femoral da perna esquerda, e tem dúvidas sobre o aproveitamento de Estêvão, com lesão muscular grave de grau 4 na coxa direita.
“Conversei com o Rodrygo. É um momento difícil onde preferir só mandar mensagem para falar que estava lá com ele. Esse é um momento muito ruim, a lesão mais cruel do futebol, acho que não tem outra pior que romper o ligamento cruzado anterior do joelho. Espero que esteja bem, se recuperando. Quero voltar lá, dar um abraço nele”, explicou.
Endrick ficou afastado por conta de uma ruptura no tendão conjunto da coxa direita, sofrida em 18 de maio de 2025, na vitória por 2 a 0 do Real Madrid diante do Sevilla, no penúltimo jogo da temporada. Posteriormente, viu a lesão se agravar durante um treinamento na disputa da Copa do Mundo de Clubes. Já sem espaço com o técnico Xabi Alonso, ficou por oito partidas consecutivas no banco de reservas. O primeiro jogo depois da contusão só ocorreu em 1º de novembro, diante do Valencia.

Endrick durante a primeira temporada pelo Rel Madrid; temporada terminou com lesão – EFE/Chema Moya
Na chegada a Lyon, Endrick contratou o preparador físico argentino Guido Spirandelli, que integrava a comissão técnica do Real Madrid. A ideia do jogador em contrar com o profissional se deu também para trabalhos preventivos para evitar novas contusões.
“Trabalhamos todos os dias para poder estar bem, prevenir lesões, ainda mais depois da lesão que eu tive. A qualquer momento em que puder trabalhar para prevenir esse tipo de lesão, para não ter isso novamente, será importante. Estou com um grande profissional e espero seguir com ele por muito tempo”, contou.
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Capa da edição 1535 de PLACAR, com Endrick em destaque – Reprodução/Placar









