A ousada camisa amarela-pastel com detalhes vibrantes em rosa turquesa e laranja nas mangas, que homenageia a cultura da ilha de Curaçao, tornou-se um sucesso comercial imediato, virando febre entre colecionadores pelo mundo. No entanto, uma amarga surpresa frustrou quem esperava ver a badalada peça em ação na Copa do Mundo.

O uniforme tem poucas chances de ser utilizado na competição por conta de uma decisão da Fifa, que determinou que Curaçao utilize seu uniforme principal nas três partidas da fase de grupos, contra Alemanha, Equador e Costa do Marfim. Com isso, só poderá ser vista em uma improvável classificação à segunda fase do torneio.

A camisa já foi utilizada em amistosos preparatórios. No último sábado, 30, apareceu na derrota por 4 a 1 para a Escócia.

A situação de Curaçao não é isolada. O levantamento da Fifa confirmou que, ao todo, 18 camisas reservas desenvolvidas pelas marcas esportivas para o Mundial de 2026 ficarão inteiramente guardadas nas malas das delegações durante a primeira fase devido à mesma dinâmica de tabela e contrastes.

Fenômeno comercial

O modelo reserva foi elogiado internacionalmente por trazer listras coloridas em tons de laranja, turquesa e pink nos ombros, que representam a arquitetura icônica de Willemstad, capital do país.

Também há referências às famosas construções coloridas nos bairros históricos de Punda e Otrobanda. A procura global surpreendeu a federação local, que já estuda solicitar um lote extra para atender ao mercado de moda urbana (streetwear).

Lançado em março, o uniforme viralizou nas redes social e se tornou um dos itens mais procurados entre as 48 seleções que irão à Copa.