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Por que os nossos ‘George Floyds’ diários não causam tanta comoção?

Negros americanos vêm clamando por liberdade e respeito. No Brasil, essas mortes sempre são usadas politicamente

Por Paulo Cezar Caju4 min de leitura
No ano passado, Pedro Henrique Gonzaga foi morto por asfixia em supermercado no Rio
No ano passado, Pedro Henrique Gonzaga foi morto por asfixia em supermercado no Rio

Não faz muito tempo um negro morreu por asfixia dentro de um supermercado carioca. O assassino também era um segurança branco, que também não atendeu ao apelo de pessoas ao seu redor. Qual a diferença dessa morte para a de George Floyd, em Minneapolis, nos Estados Unidos, que dura sete dias e já mobilizou 25 estados americanos? A do negro brasileiro também foi filmada e viralizou nas redes sociais. De lá para cá vários outros negros morreram por motivos fúteis e ninguém foi para as ruas protestar. Os negros são discriminados e morrem diariamente no mundo todo, muitos de fome, como na África. O problema é quando se aproveitam dessas mortes por alguma motivação política e essa é uma especialidade dos brasileiros. Se elas acontecem perto das eleições presidenciais, melhor ainda para os ativistas de plantão, os oportunistas de sempre, os políticos de esquerda, de direita e do centro, movidos…

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