O torcedor do Londrina foi transportado para a década de 1990. A classificação para as semifinais do Campeonato Paranaense, com direito a recorde de oito jogos sem perder lembrou os tempos em que o time era dirigido pelo ator Nuno Leal Maia.

A história curiosa, com autêntica pitada folclórica do futebol brasileiro, foi contada por PLACAR, em maio de 1996, sob a chamada: “O Tubarão é maluco — O presidente do Londrina contrata ator e TV, distribui bois e coloca garotas na beira do campo”.

Nuno Leal Maia nas páginas de PLACAR - Acervo/PLACAR

Nuno Leal Maia nas páginas de PLACAR – Acervo/PLACAR

“No começo do ano, o Londrina investiu no ator e dublê de técnico Nuno Leal Maia. No Tubarão, loucura pouca é bobagem”, diz o texto, relembrando os sete jogos sem perder (cinco vitórias e dois empates) entre 1993 e 1996. Hoje, já são quatro vitórias e quatro empates. Na semifinal do Paranaense, o time enfrenta o Athletico, no Estádio do Café, no domingo, 15.

Sequência de vitórias do Londrina

  • Londrina 2×0 Operário-PR
  • Coritiba 2×2 Londrina
  • Azuriz 0x2 Londrina
  • Londrina 2×0 Galo Maringá
  • Andraus 1×6 Londrina
  • Londrina 0x0 Cianorte
  • São Joseense 1×1 Londrina
  • Londrina 1 (3) x (0) 1 São Joseense

“Quase fui um craque”

Nuno Leal Maia nas páginas de PLACAR - Acervo/PLACAR

Nuno Leal Maia nas páginas de PLACAR – Acervo/PLACAR

O Tony Carrado, da novela Mandala, da TV Globo, já havia aparecido nas páginas de PLACAR, em fevereiro de 1988. Naquela oportunidade, o ator lembrou que jogou o juvenil no Santos e, por pouco, não foi um craque, tendo atuado ao lado de Clodoaldo, tricampeão com a seleção brasileira em 1970.

“Em Santos, eu morava ao lado da Vila Belmiro. Sempre que tinha tempo, ia assistir aos treinos para ver Pelé e Coutinho mais de perto. Só que o São Paulo também me atraia muito. Virei são-paulino para enfrentar meu pai, que era santista fanático. Não perdia um só jogo do Tricolor. Aos 14 anos, meu sonho era ser um craque famoso”, disse o lateral-direito da base do Santos.

O mais tarde ator contou que era um tanto indisciplinado para se dedicar com afinco aos treinos. Vendo a disposição de Clodoaldo, inclusive, ele desistiu da carreira de jogador de futebol.

Carreira na TV e no cinema

Já decidido a virar ator, estrou na TV na novela Estúpido Cupido, em 1976. Também atuou em Vereda Tropical, A Gata Comeu, Vamp entre outros trabalhos.

Em Vamp, aliás, Nuno interpretou o Padre Garotão, que na trama trocava sermões por partidas de futebol.

“A beleza está no gol. Dribles, firulas e lençóis são meros coadjuvantes. Repito que o importante não é fazer malabarismos com a bola, mas jogar para frente, em linha reta”, concluiu o ator.