Mascarado, eu?
Sempre briguei pelos meus direitos. O que muitos chamavam de “máscara”, prefiro dar outra definição: era personalidade

Estava dando um pulo rapidinho, no Kurt, do Leblon, para comprar um pedaço de torta quando alguém me grita “Ô, mascarado!”. Já ia partir para cima, conferir se as aulas de boxe que vinha fazendo deram resultado. Mas era o flanelinha, que guarda e lava os carros da rua. Só então lembrei que estava de máscara para me proteger desse coronavírus maldito. Mas malditos mesmo são esses políticos, que mesmo em um momento crítico como esse, com a população fragilizada, nos deixam cheios de dúvidas.
O melhor é ouvir o que os médicos sugerem porque morreremos se dependermos dos políticos. Mas achei divertido esse grito de “mascarado” porque ouvi durante toda a minha carreira, na verdade desde o infanto-juvenil quando jogava no futebol de salão do Flamengo. Adorava quando ia jogar nas quadras de taco. As duas do Flamengo eram de cimento, mas as do Vasco, Vila, Grajaú, Melo, Carioca…
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