A 17ª edição da Libertadores Feminina começa nesta quinta-feira, 2, em Buenos Aires, na Argentina, com premiação recorde e a presença de três clubes brasileiros: o Corinthians, atual campeão e em busca do hexa; o São Paulo, que estreia na competição; e a Ferroviária, bicampeã e candidata ao tri.

A competição será disputada entre 2 e 18 de outubro, com partidas em dois estádios:  Club Deportivo Morón e Banfield.

O torneio reúne 16 equipes, divididas em quatro grupos. Na primeira fase, os times se enfrentam em turno único, e os dois primeiros de cada grupo avançam às quartas de final.

Em caso de empate nos mata-matas, a vaga será decidida nos pênaltis. Todas as partidas contarão com o VAR.

Grupos da Libertadores Feminina 2025

Grupo A: Corinthians (BRA), Independiente del Valle (EQU), Always Ready (BOL) e Santa Fe (COL)
Grupo B: Boca Juniors (ARG), Alianza Lima (PER), Adiffem (VEN) e Ferroviária (BRA)
Grupo C: São Paulo (BRA), San Lorenzo (ARG), Colo-Colo (CHI) e Olimpia (PAR)
Grupo D: Deportivo Cali (COL), Libertad (PAR), Nacional (URU) e Universidad de Chile (CHI)

Premiação

Cada equipe participante receberá US$ 50 mil apenas pela presença na fase de grupos. Quem alcançar as quartas de final ganha mais US$ 100 mil.
As equipes que chegarem ao pódio também terão bônus especiais:

4º lugar: US$ 150 mil

3º lugar: US$ 350 mil

Vice-campeão: US$ 750 mil

Campeão: US$ 2 milhões

Embora o valor ainda seja inferior ao da Libertadores masculina, o crescimento é expressivo. Assim, a premiação é recorde.

Na edição de 2025, os clubes masculinos receberam US$ 3 milhões na fase de grupos, além de US$ 330 mil por vitória. As premiações aumentam nas fases seguintes: US$ 1,25 milhão nas oitavas, US$ 1,7 milhão nas quartas e US$ 2,3 milhões para os semifinalistas. O vice-campeão leva US$ 7 milhões, e o campeão, impressionantes US$ 24 milhões.

Quanto a isso, Marcos Sabiá, CEO da Galera Bet,uma das pioneiras em patrocínio esportivo no futebol feminino, e que também já esteve presente no Corinthians e Campeonato Brasileiro Feminino, afirmou: “Sabemos o quanto a modalidade cresceu desde então e que o investimento em patrocínios voltados para o futebol feminino contribuem para essa expansão. A gente faz parte desse projeto grandioso desde 2022 quando fomos pioneiros ao patrocinar as meninas da Ferroviária.”

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Na mesma linha, Camila Estefano, gerente geral do “Estrelas”, programa social que oferece auxílios para 120 meninas todos os anos, comenta sobre o crescimento da modalidade. “O futebol feminino vem experimentando um crescimento importante nos últimos anos, em termos de audiência, público e engajamento nas redes sociais. Acredito que a Copa do Mundo Feminina de 2027 certamente irá furar bolhas e ampliará ainda mais o interesse do público brasileiro pela categoria. Acredito que será um novo divisor de águas para a valorização do futebol feminino no país”.

Clubes brasileiros no topo

Das 16 edições já realizadas, o Brasil conquistou 13 títulos, consolidando sua hegemonia no torneio. Veja os campeões:

Corinthians (2017, 2019, 2021, 2023 e 2024)

São José (2011, 2013 e 2014)

Santos (2009 e 2010)

Ferroviária (2015 e 2020)

Palmeiras (2022)

Os únicos títulos não brasileiros ficaram com Colo-Colo (CHI) em 2012, Sportivo Limpeño (PAR) em 2016 e Atlético Huila (COL) em 2018.

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