O mercado da bola no futebol feminino norte-americano segue aquecido e com uma jogadora brasileira como protagonista. O San Diego Wave confirmou na última terça-feira a contratação da atacante Ludmila. A jogadora deixa o Chicago Stars para se juntar à equipe californiana em um movimento que histórico dentro da liga.

Detalhes da negociação histórica

A transferência não é apenas uma mudança de ares para a atleta, mas um marco financeiro para a NWSL. A operação foi confirmada como a segunda mais cara da história entre clubes da liga norte-americana, envolvendo uma quantia significativa de dinheiro de alocação e recursos de transferência.

As equipes anunciaram o pagamento de uma taxa de US$ 800 mil (R$ 4,3 milhões), valor que pode chegar a US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) com bônus previstos em contrato. O investimento demonstra a ambição do time de San Diego em reformular seu ataque e buscar o topo da tabela, apostando alto no talento da brasileira.

A negociação fica atrás apenas da que levou Jaedyn Shaw, do North Carolina Courage, para o Gotham FC por US$ 1,25 milhão (cerca de R$ 6,4 milhões), em setembro do ano passado.

Trajetória e impacto imediato

Ludmila, que construiu uma carreira sólida na Europa atuando pelo Atlético de Madrid, teve uma passagem breve, porém notável, pela equipe de Chicago. Sua adaptação ao estilo físico e veloz do futebol nos Estados Unidos foi rápida, o que despertou o interesse de rivais diretos. Além de seu desempenho em clubes, a atacante é peça fundamental na seleção brasileira, trazendo bagagem internacional de Copas do Mundo e Jogos Olímpicos.

Recentemente, ainda quando atuava pelo Chicago, Ludmila parou a internet ao marcar três gols em apenas dez minutos. Foi o hat-trick mais rápido da história da liga.

A chegada de Ludmila ao San Diego Wave é vista como a solução para dar mais profundidade e explosão ao setor ofensivo do time. Conhecida por sua velocidade e capacidade de romper linhas defensivas, a brasileira chega com status de titular e grande contratação da temporada.