O Brighton, equipe do sul da Inglaterra, anunciou o projeto para a construção do primeiro estádio feito exclusivamente para o futebol feminino na Europa. Com a campanha “construído para elas”, a arena será a casa do time feminino do clube e terá capacidade mínima para 10 mil pessoas.
O clube inglês vai construir o estádio ao lado do Amex Stadium, onde o time masculino do clube disputa jogdos do Campeonato Inglês. O projeto inclui uma ponte que liga as duas arenas, facilitando o deslocamento dos torcedores entre os dois edifícios.
O estádio, que deve ter as obras concluídas no meio de 2030, será o terceiro no mundo voltado para o futebol feminino. “A perspectiva de um estádio feito sob medida e exclusivo para as jogadoras, staff e torcedores, é muito animadora. É um projeto inédito no Reino Unido e na Europa, além de um dos três únicos desse tipo no mundo. Ele vai ficar na imaginação dos consumidores de futebol feminino, não apenas aqui, mas pelo mundo todo”, afirmou a diretora de futebol feminino do clube, Zoe Johnson.
E no Brasil?
No Brasil, porém, a realidade ainda é diferente. A necessidade de investimento e a limitação de recursos dificultam a criação de estruturas exclusivas para a modalidade, o que faz com que o avanço da infraestrutura aconteça de forma mais gradual.
“Esse é um exemplo claro de como o investimento direcionado pode transformar o futebol feminino. É um projeto inovador porque o estádio foi pensado do zero para a modalidade e deve servir de referência internacional. Outros clubes devem seguir o mesmo exemplo, especialmente no futebol europeu. No Brasil, a realidade é diferente, porque a condição de investimento não é a mesma para alcançar esse nível de estrutura”, afirma Otávio Pedroso, arquiteto da Recoma, empresa especializada em infraestrutura esportiva há 46 anos.
O surgimento de estádios exclusivos para o futebol feminino acompanha o crescimento da modalidade nos últimos anos, com aumento de público, maior visibilidade e entrada de novos investimentos. A tendência é que projetos pensados desde a origem para o feminino se tornem mais comuns em mercados já consolidados, enquanto países como o Brasil ainda avançam em ritmo diferente, buscando ampliar estrutura, atrair recursos e acompanhar esse movimento global.









