O Leicester City vive o momento mais dramático de sua história recente. Apenas dez anos após a conquista histórica da Premier League em 2016, a equipe masculina confirmou sua queda para a League One, a terceira divisão do futebol inglês. O rebaixamento foi selado no último dia 21, após um empate em 2 a 2 contra o Hull City, deixando o clube em uma situação financeira crítica.

De acordo com os balanços financeiros mais recentes, o clube registrou um prejuízo de £71,1 milhões na temporada 2024-25. A crise foi agravada por uma dedução de seis pontos imposta pela English Football League (EFL) devido a violações das Regras de Lucratividade e Sustentabilidade (PSR). Sob a gestão do técnico Gary Rowett, o time não conseguiu reverter o declínio técnico, resultando no segundo rebaixamento consecutivo da instituição.

Neste cenário de cortes drásticos, a equipe feminina, que compete na Women’s Super League (WSL), tornou-se o centro de um debate orçamentário. Conforme o portal FourFourTwo, o custo de manter um time na elite feminina é superior ao retorno financeiro imediato. Charlie Methven, ex-executivo do Sunderland, sugeriu que a diretoria pode considerar um rebaixamento feminino como uma solução pragmática para aliviar o caixa.

A análise de Methven aponta que manter uma operação na WSL resulta em perdas anuais de aproximadamente £5 milhões. Caso a equipe caia para a Women’s Championship (segunda divisão), esse déficit operacional seria reduzido para uma faixa entre £1 milhão e £2 milhões. Para os proprietários do grupo King Power, essa economia de até £4 milhões é vista como vital diante da perda de receitas de transmissão na League One masculina.