Há exatos 30 anos, em 2 de março de 1996, o Brasil chorou a morte dos integrantes dos Mamonas Assassinas, uma banda de sucesso tão efêmero quanto marcante. O vocalista Dinho, o guitarrista Bento Hinoto, o baixista Samuel Reoli e seu irmão, o baterista Sérgio Reoli, e o tecladista Júlio Rasec encantaram o país com seu carisma e suas letras irreverentes em uma história que durou apenas nove meses, até o avião que os levava de Brasília a Guarulhos se chocar contra a  Serra da Cantareira, matando todos a bordo.

Deu tempo de os Mamonas brilharem nas páginas de PLACAR, no início da fase Futebol, Sexo e Rock’n Roll da revista. A banda posou para fotos de Ricardo Corrêa em uma quadra de futsal em Guarulhos, cidade natal dos músicos, e contou para qual time cada um torcia.

O vocalista Dinho era o único fã do Corinthians na turma, enquanto Bento era palmeirense, enquanto Sergio, Samuel e Júlio torciam pelo São Paulo. 

Júlio Rasec, porém, aparecia constantemente vestindo a camisa da Lusa, que vivia grande fase na época (foi vice-campeã brasileira em 1996), por uma razão comercial: promover o hit Vira-Vira, com referências a Portugal.

Reportagem sobre os Mamonas Assassinas na PLACAR de setembro de 1995

Em outra reportagem de PLACAR, de abril de 1996, um mês depois da morte da banda, jogadores de Corinthians e Flamengo falaram de sua admiração pelos Mamonas. Os corintianos Zé Elias e André Santos vestiram um chapéu utilizado pela banda e contaram ser amigos íntimos de Dinho, que embarcaria com uma camisa do Timão em uma viagem a Portugal que nunca ocorreu.

“Assisti ao primeiro show do Utopia”, contou André Santos, citando o primeiro nome da banda de Guarulhos.

A reportagem destacou também um incidente envolvendo os Mamonas Assassinas e a delegação do Atlético Mineiro no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e o fato de Dinho ter sido aprovado como meia em testes na Portuguesa, antes de desistir do futebol por não conseguir conciliar treinos, estudos e viagens.