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O primeiro brasileiro campeão do mundo (2)

Na parte final da resenha que fez em 1934, após ver ‘Filó’ pela Itália na Copa, cronista fala de nacionalismo, mercenários do Grupo Wagner e técnicos portugueses no Futebol

Por Claudio Henrique Agá@comentaristadofuturo5 min de leitura
Jogadores da Itália comemoram título da Copa de 1934/ Reprodução
Jogadores da Itália comemoram título da Copa de 1934/ Reprodução

“Imagine there’s no countries”, o tal verso de futura canção pacifista – com sucesso intergaláctico – que citei ao abrir esta resenha, não será integrado às decantadas “apenas 17 regras do Futebol” pela todo-poderosa Fifa. Ao contrário: serão muitas as restrições no futuro, queridos leitores e queridas leitoras de 1934, inclusive a que proibirá qualquer jogador que já tenha atuado três vezes por uma seleção nacional defenda outro país em competições oficiais*. E que se dane outro verso pacifista de mais um talentoso cantor do Amanhã, este brasileiro, e baiano: “É proibido proibir!” – que vocês conhecerão em setembro de 1968, quatro meses depois de intensas manifestações de universitários franceses nas ruas de Paris com a faixa ‘Il est interdit d’interdire’, uma alusão ao ‘É proibido colar cartazes’, lei de 1881.

Em 2023, de quando venho, o mundo real, que veremos nas ruas, já terá misturado todos os povos, uma…

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